Mulheres buscam profissionalização e reconhecimento no boxe

A baiana Isabela Andrade busca a profissionalização no esporte. Começou a treinar boxe aos 10 anos de idade, quando ingressou na equipe Vitória do Boxe

24 de setembro de 2018
As mulheres estão cada vez mais conquistando o seu espaço (FOTO: Divulgação)

As mulheres estão cada vez mais conquistando o seu espaço (FOTO: Divulgação)

Atual campeã mundial de boxe profissional, Rose Volante começou no esporte apenas para perder peso. A atleta é uma das mulheres que está se interessando cada vez mais pela modalidade.

A boxeadora fará a sua segunda defesa de cinturão no dia 29 de setembro. O número cresceu consideravelmente desde que a modalidade abriu, pela primeira vez na história, espaço para a disputa feminina nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

No Ceará, o cenário também é de crescimento. As academias contam hoje com um grande número de alunas da nobre arte. E a motivação, vai desde fins estéticos, saúde, bem como defesa pessoal. A busca pela profissionalização na modalidade também está em ascensão no Estado. E entre as muitas barreiras, o preconceito é uma das que precisam ser vencidas.

Geyza Caryny foi a primeira mulher do país a comandar uma organização nacional de boxe profissional. Hoje ela é presidente do Conselho Nacional de Boxe (CNB) e conta os desafios de comandar num quadro que ainda é dominado pelo público masculino.

As mulheres buscam a profissionalização (FOTO: Divulgação)

As mulheres buscam a profissionalização (FOTO: Divulgação)

“Sou a primeira mulher a ser presidente de um Conselho de Boxe Profissional e tem sido uma jornada de muito trabalho. Nós sabemos que para mulher é bem mais difícil, por ter que conciliar o papel de mãe, de ser dona de casa, de trabalhar, isso sem falar no preconceito que existe, mas temos hoje Rosa Volante como campeã mundial de boxe profissional e isso serve de inspiração para muitas mulheres.”, destacou.

A cearense Stéfani Bezerra também faz parte deste quadro. Hoje ela comanda o setor jurídico do Conselho Cearense de Boxe Amador e Profissional (CCB) e é habilitada para arbitrar e julgar lutas de boxe amador e profissional.

“Acredito que o número de mulheres na nobre arte tende a crescer cada vez mais, pois o Conselho Cearense de Boxe está trabalhando diretamente com o Conselho Nacional de Boxe e dispondo de canais de publicidade, de modo que estas, ao se depararem com a participação de outras mulheres num ambiente outrora dominado por homens", afirmou.

O objetivo é se profissionalizar [see-more id="10535" align="alignright"]

A baiana Isabela Andrade busca a profissionalização no esporte. Começou a treinar boxe aos 10 anos de idade, quando ingressou na equipe Vitória do Boxe. Aos 16 anos teve a primeira luta, saindo com a vitória no Campeonato Intermunicipal Feminino em 2010 e sendo vice campeã do Campeonato Baiano em 2011. Formou-se em Educação Física e aprimorou sua técnica na modalidade a fim de ensinar outros atletas.

Mudou-se para Fortaleza em 2016 e em 2017 conheceu o presidente do CCB, Emanoel Barroso, que lhe fez o convite para integrar a equipe do Conselho como Secretária-Geral. Em agosto deste ano, Isabela também conseguiu a habilitação para atuar como Juíza e Árbitra de Boxe Profissional, através do curso promovido pelo CCB. A baiana fez sua estreia na arbitragem na 5º Edição da Super Liga de Boxe.


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