Bergson troca Ceará por Fortaleza sem escalas: relembre outros casos

Trocar de camisas entre Ceará e Fortaleza sem escalas em outros clubes é mais comum do que se imagina

15 de outubro de 2020

O atacante Bergson, que defendeu o Ceará nas últimas duas temporadas, vai trocar a camisa alvinegra pela tricolor do Fortaleza. O caminho, entre Porangabussu e Pici, foi feito outras duas vezes recentemente.

Em 2018, após ser campeão estadual pelo Ceará, Douglas Coutinho, com pouco espaço no clube, se transferiu para o Fortaleza, que disputava a Série B. A passagem até teve o título da competição, mas foi apagada e pode resumida em seis partidas e nenhum gol.

No ano seguinte, quem chegou no Leão vindo do Vovô foi Juninho. Desta vez, a troca se mostrou um ótimo negócio. Afinal, desde então o volante virou homem de confiança do técnico Rogério Ceni. De lá pra cá, atuou em 62 jogos oficiais e marcou seis gols.

Trajeto Pici-Porangabussu

Trocar Ceará por Fortaleza, ou o contrário, sem escalas já aconteceu diversas vezes. O caso mais histórico é do de Dimas Filgueiras. O então lateral esquerdo chegou ao futebol cearense em 1971 para defender o Leão. No final do ano seguinte chegou no rival, onde até 2018 foi funcionário.

Nos anos 90, o baiano Osmar se transferiu do Tricolor para o Alvinegro, onde seria campeão estadual de 1993, como principal goleador da equipe.

Ainda naquela década, o atacante Sandro foi artilheiro do Campeonato Cearense de 1997, com 39 gols. A marca chamou atenção do Ceará, que o contratou para a Série B daquele ano. Em campo? Um fiasco, apenas uma bola na rede e passagem abreviada.

Outro caso emblemático certamente é o do baixinho Clodoaldo. Ídolo leonino, o Capetinha terminou o ano de 2005 no Leão e iniciou o seguinte no Vovô. Apesar de dois títulos estaduais (2006 e 2011), nunca teve o mesmo brilho dos tempos de Pici.

Trajeto Porangabussu-Pici

Um dos jogadores mais emblemáticos do Ceará nos anos 90, o lateral direito Jaime é muito lembrado pela torcida alvinegra. Além de títulos, marcou o gol da classificação histórica diante do Palmeiras, em São Paulo, na Copa do Brasil de 1994. Porém, após defender o Vovô em 1999, foi conrtratado pelo Fortaleza, onde foi campeão estadual em 2000, ajudando a impedir o penta do seu ex-clube.

O goleiro Jefferson fez história no Ceará. Goleiro do tetracampeonato de 1999, chegou ao Fortaleza em 2002. No Tricolor de Aço, o arqueiro tomou a titularidade do ídolo Maizena, conquistou o acesso à Série A, além de mais um título estadual.

Em 2006, o Fortaleza perdeu a decisão do estadual para o Ceará, o que impediu o Leão a ser tetra pela primeira vez. Para retomar a taça, o clube buscou no rival o volante Preto Costa e o zagueiro Juninho. Deu certo, afinal o time reconquistou o título e fez boa campanha na Série B.


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